
Fernando Pinheiro: Como Clarice Lispector e Paulo Coelho forjaram suas imagens literárias
Samstag, 16. März 2024 · 44 min
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Shownotes
Uma obra literária, diz Fernando Pinheiro, professor de sociologia da USP, pode ser entendida como a soma do texto escrito e da imagem do seu autor —e a forma como os escritores se projetam tem forte influência sobre a posição que conseguem alcançar no sistema literário.
No recém-publicado "O Mago, o Santo, a Esfinge (todavialivros.com.br/livros/o-mago-o-santo-a-e…)", Pinheiro se concentra nas representações de Paulo Coelho, Manuel Bandeira e Clarice Lispector. Os ensaios reunidos no livro analisam como os autores se tornaram personagens distintos da literatura brasileira.
Neste episódio, o pesquisador discute por que Paulo Coelho, mesmo tendo vendido mais de 300 milhões de cópias em todo o mundo, nunca ultrapassou uma condição marginal no campo literário do país.
Pinheiro também explora como Clarice Lispector, por outro lado, conseguiu manejar um aparente paradoxo: se transformar em esfinge, considerada até hoje uma escritora indecifrável e, ao mesmo tempo, recusar a figura de intelectual, afirmando, por exemplo, que não gostava de ler e que escrevia crônicas para se sustentar.
• Produção e apresentação: Eduardo Sombini (www1.folha.uol.com.br/autores/eduardo-sombini.…)
• Edição de som: Raphael Concli
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