
Diplomatas· Staffel 2· Folge 28
“Netanyahu está a transformar Israel num Estado quase pária por causa de Gaza”
Donnerstag, 29. Mai 2025 · 42 min
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Shownotes
Ao fim de mais de dois meses de bloqueio da Faixa de Gaza, que nos trouxeram imagens e vídeos em catadupa de uma catástrofe humanitária (publico.pt/2025/05/14/mundo/noticia/analise-in…) de proporções inimagináveis, o Governo israelita permitiu esta semana a entrada “limitada” e “temporária” de ajuda aos palestinianos.
Mas deixou de fora as Nações Unidas, temendo a intromissão do Hamas, e optou por mandatar uma organização privada norte-americana (publico.pt/2025/05/26/mundo/noticia/director-o…) a assumir uma tarefa que, segundo a organização mundial, “não está alinhada com os princípios humanitários fundamentais”.
No episódio desta semana do podcast Diplomatas, analisámos os planos políticos, humanitários e militares de Israel para o enclave (publico.pt/2025/05/21/mundo/noticia/imune-pres…), no contexto do conflito regional mais alargado (com o Irão), da pressão internacional crescente sobre Benjamin Netanyahu e das dinâmicas internas que impedem o Governo israelita de colapsar.
“Netanyahu está a empurrar um país que tinha a solidariedade das democracias, e do mundo em geral, para um beco sem saída. Está a transformar Israel num estado quase pária por causa de Gaza”, diz a jornalista Teresa de Sousa.
Neste programa conversámos ainda sobre o SAFE, o novo instrumento financeiro da União Europeia (publico.pt/2025/05/27/mundo/noticia/ue-aprova-…) para investimentos no sector da defesa e sobre a confirmação do Governo da Alemanha de que foi dada autorização às Forças Armadas da Ucrânia para usarem armas alemãs (publico.pt/2025/05/26/mundo/noticia/alemanha-a…) de longo alcance contra alvos dentro do território da Federação Russa.
Apesar dos esforços europeus, o investigador Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) nota que nem todos os “responsáveis europeus compreenderam que estão em guerra” e diz que é necessária uma participação do Pentágono dos EUA para ajudar a definir as prioridades ao abrigo do SAFE.
Teresa de Sousa traça um “paralelismo dramático” entre os conflitos em Gaza e na Ucrânia: “Só os Estados Unidos têm força para torcer o braço a Putin ou para torcer o braço a Netanyahu. E a questão que enfrentamos, neste momento, é que o Presidente americano [Trump] tem muito pouco interesse em torcer o braço a Putin.”
Para finalizar, olhámos para a cimeira da ASEAN (publico.pt/2025/05/27/mundo/noticia/espera-ali…), em Kuala Lumpur (Malásia), que contou com a participação da China e dos membros do Conselho de Cooperação do Golfo, à luz da competição geopolítica entre Pequim e Washington.
“A vantagem da China neste domínio, em relação aos EUA, é a sua disponibilidade para trabalhar com instituições multilaterais, mesmo que seja apenas um gesto simbólico”, sublinha Carlos Gaspar. “Os gestos simbólicos também contam na política internacional.”
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