
Ligia Diniz: Ficção também deveria fetichizar corpos masculinos
Samstag, 17. August 2024 · 44 min
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Shownotes
Se a leitura de um romance é uma espécie de alucinação —em que a pessoa que lê experimenta a vida de personagens—, quantas vezes as mulheres alucinaram ser homens?
Esse é um dos pontos de partida de "O Homem Não Existe: Masculinidade, Desejo e Ficção (companhiadasletras.com.br/livro/9786559791675/…)" (Zahar), de Ligia Gonçalves Diniz, crítica literária e professora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
No livro, a autora discute como essa alucinação, movida pela hegemonia masculina na literatura, molda a subjetividade das mulheres. Em primeiro lugar, Diniz questiona de que forma ler como um homem por tanto tempo influenciou como ela própria se vê no mundo.
A pesquisadora busca ultrapassar os termos usuais da equação de gênero, discutindo como obras de ficção incorporam obsessões fálicas e narrativas elogiosas de homens em fúria.
Na entrevista, Diniz insiste ser essencial trazer a noção de corpo para esse debate e defende que escritores misóginos e obras machistas não deixem de ser lidos, por permitirem, entre outros motivos, conhecer os opressores por dentro.
• Produção e apresentação: Eduardo Sombini (www1.folha.uol.com.br/autores/eduardo-sombini.…)
• Edição de som: Raphael Concli (www1.folha.uol.com.br/autores/raphael-concli.s…)
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